A arte da queixa

“A arte da queixa”, da autora Teresa Paula Marques, na revista Flash, da data de 4 a 10 de Outubro de 2006.
Comentário a este artigo.
Queixa, é o acto ou efeito de se queixar; lamentação. Queixar-se – fazer queixa; mostrar-se ressentido ou ofendido, lamentar-se, expor os seus agravos ou motivos de desgosto; ter lesão ou dor em…; motivo de ressentimento. Queixoso é aquele que se queixa ou se mostra ofendido; que faz reclamações em juízo contra o ofensor.
Todos nós deparamo-nos todos os dias com a típica expressão “Olá! Tudo bem?”, mas o que é certo é que muitas vezes respondemos que está tudo bem por conveniência e de passagem, ou ás vezes nem respondemos! Mas enquanto uns escondem o que lhes vai na alma, outros só conseguem sentir-se bem consigo próprios quando desabafam e se queixam de tudo o que lhes rodeia, inclusive do estado do tempo. Digamos que faz parte da sua natureza, ou talvez quem sabe até mesmo da sua educação. O que é certo, é que hoje em dia, a nossa vida é feita de queixas, sejam elas positivas ou negativas.
Porém os exageros dos queixosos, transmitem o seu mau estar na vida, o desconforto que sentem, as emoções negativas, tendo influenciar assim quem lhes rodeia, tornando as suas atitudes queixosas em maus hábitos, e num ciclo vicioso. Quem é que já não provocou uma discussão com outrem, a partir de algo insignificante, como por exemplo um lugar na fila de espera, quando a vida em si, têm coisas muito importantes para nos preocuparmos? Pois é! Do nosso estado de espírito depende as nossas relações pessoais, como amigos, família, namorado(a), ou até mesmo as nossas relações formais, como relação profissional, ou relações mais distantes. E posteriormente, a partir destas resultam consequências boas ou más. Apenas há que saber geri-las.
A queixa, e a busca de auto-estima, influência em todo os parâmetros, o nosso comportamento para com os outros, e a nossa maneira de estar e ser na sociedade. No fundo, todos nós nos queixamos, porque o ser humano é um ser insatisfeito. Nunca se sente satisfeito e realizado com o que têm e quer sempre mais e mais e mais, mesmo que tenha que ultrapassar todos os limites da lei humana, ao invés de pensar mais na riqueza interior, queixa-se da riqueza exterior, e das frustrações que sente.
Assim sendo, o seguinte texto demonstra perfeitamente o pensamento humano, que predomina hoje em dia.
“Riqueza e Pobreza
Um dia um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho: - Como foi a viagem? - Muito boa Papai!.
- Você viu como as pessoas pobres podem ser?. O pai perguntou.
- Sim. - E o que você aprendeu?. O pai perguntou.
O filho respondeu:
- Eu vi que nós temos um cachorro em casa e eles têm vários. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz. Eles têm as estrelas e a lua. Nesse quintal vai até o portão de entrada. Eles têm uma floresta inteira.
Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefacto.
O filho acrescentou:
- Obrigado, pai, por me mostrar o quanto “pobres” nós somos!
Tudo o que temos depende da maneira como olhamos para as coisas. Se temos amor, amigos, saúde, bom humor e atitudes positivas com a vida, temos tudo!
Se somos “pobres de espírito”, não temos nada.
Conheci uma pessoa que era tão pobre, mas tão pobre, que só tinha dinheiro.”
In http://teresapaulamarques.zip.net/arch2006-08-13_2006-08-19.html

